Mandiopan. O bisavô dos snacks atuais

Na correria dos tempos de hoje, quem é que nunca procurou alguma coisinha para beliscar entre uma refeição e outra, não é? Uma barrinha, um biscoito, um salgadinho… todo mundo ama um snack. Ou lanchinho. Agora, se você pensa que o snack é uma invenção recente, está bem enganado. Pode ter ganhado um nome importado mas, desde que Minas é Minas, o lanchinho da tarde faz parte da rotina.

Se você teve a sorte de passar a infância por aqui, sabe muito bem do que estamos falando. Estamos falando de casa de vó com mesa posta cheia de quitandas e de cheirinho de café recém passado. Do famoso pão-de-queijo que ultrapassou os limites das nossas montanhas e se tornou conhecido no mundo todo até outros itens que não tiveram o mesmo destino mas que habitam as nossas memórias mais queridas, como o mandiopan.

A versão caseira do mandiopan é feita assim: cozinha-se o fubá em água até chegar no ponto de polenta. Essa massa é sovada juntamente com o polvilho e, depois de ser moldada em forma de rolo, volta para a panela, desta vez para cozinhar em água quente. Retira-se da água e coloca-se em geladeira até o dia seguinte para que fique bem firme. Então, a massa é cortada em fatias finas, que são levadas para secar ao sol, durante um período de 3 a 5 dias, até que fiquem transparentes. Uma vez seco, é só fritar em óleo bem quente. Ou seja, sua avó gastava quase uma semana para colocar o mandiopan na mesa para o seu café da tarde! É ou não é muito amor envolvido?

Agora, vamos dar duas boas notícias para você: a primeira é que é possível relembrar o gosto do mandiopan caseiro e a segunda é que você não precisa gastar vários dias preparando: passa aqui na Paraopeba, em Itabirito, e leve o mandiopan seco, já no jeito para você fritar em casa e proporcionar à sua família uma viagem no tempo e na história de Minas Gerais.

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